Nasci em União dos Palmares, terra do maior Quilombo das Américas. Cresci entre invenções — brincadeiras, desenhos, nomes, caretas. Desde pequeno, criar nunca foi uma escolha, foi instinto.
Foi assim que o design me encontrou. Ou melhor, que eu encontrei no design um jeito de traduzir o mundo. Sempre admirei a arte renascentista, não pelas molduras douradas, mas pela ruptura, pelo pensamento que olhava além do óbvio. O mesmo me atrai no Pré-Modernismo, na escrita afiada de Lima Barreto, que não enfeitava a realidade, mas a expunha com verdade e ironia.
Esse olhar guia minha metodologia. Cada projeto começa de dentro para fora, sem fórmulas prontas. O primeiro passo é ouvir — entender não só o que o cliente quer, mas o que ele ainda não soube dizer. Do briefing à pesquisa, da estratégia à identidade verbal e visual, tudo é pensado para ser único, funcional e expressivo. Não basta ser bonito. Tem que fazer sentido. Tem que fazer diferença.
Cada trabalho é um desdobramento de uma história real, que precisa ser vista, sentida e entendida. No fim, o que me deixa realizado não é o projeto finalizado, é o impacto que ele causa. Se ele muda a realidade do cliente, então valeu a pena.
Gusteivous não é sobre seguir tendências. É sobre criar identidade.